Um organograma é uma representação visual da estrutura de uma organização, mostrando cargos, hierarquias e relações de subordinação. Neste guia, conheça cinco tipos de organograma, aprenda a criar o da sua empresa passo a passo e baixe modelos gratuitos em PDF para começar agora mesmo.
Assim como uma árvore genealógica ajuda a entender as ligações entre diferentes gerações de uma família, um organograma oferece uma visão clara de como as pessoas e os departamentos de uma organização se conectam. Em vez de parentesco, o que se representa são relações de subordinação, cargos da equipe e a distribuição de responsabilidades.
Neste guia completo, vamos explicar o que é um organograma, como criá-lo em quatro etapas práticas, quais os cinco tipos principais e como utilizá-lo para fortalecer a comunicação e a estrutura da equipe. Também abordaremos as limitações desse recurso e como superá-las com a ajuda da Asana.
Um organograma, também chamado de diagrama organizacional, é um recurso visual que ilustra a estrutura interna de uma empresa ou equipe. Ele mostra de forma clara quem responde a quem, quais são os departamentos existentes e como os diferentes cargos se relacionam dentro da hierarquia.
Em geral, um organograma contém os seguintes elementos:
Nomes e cargos de cada pessoa na organização.
Linhas de subordinação que indicam a quem cada profissional se reporta.
Agrupamentos por departamento ou unidade de negócio.
Níveis hierárquicos que mostram a cadeia de comando, da liderança até os colaboradores individuais.
Historicamente, os organogramas surgiram no século XIX como ferramenta de engenharia organizacional. Daniel McCallum, engenheiro ferroviário escocês-americano, é frequentemente citado como um dos primeiros a utilizar esse tipo de diagrama para administrar operações complexas. Desde então, o organograma evoluiu e se tornou essencial para empresas de todos os tamanhos, desde startups até grandes corporações, como forma de documentar e comunicar a estrutura organizacional.
Quando bem elaborado, o organograma funciona como um mapa que orienta toda a equipe, facilita a integração de novas pessoas e apoia decisões estratégicas de estilo de gestão e crescimento.
Criar um organograma não precisa ser um processo complicado. Com as informações certas e uma ferramenta adequada, é possível montar uma representação visual clara da estrutura da equipe em poucas etapas. A seguir, apresentamos quatro passos para construir o organograma da organização.
Antes de começar, determine o que o organograma vai representar. Será a empresa inteira, um departamento específico ou uma equipe de projeto? Definir o escopo ajuda a manter o diagrama focado e útil.
Para organizações maiores, pode ser mais prático começar com um organograma de alto nível, mostrando apenas a diretoria e os departamentos principais, e depois criar diagramas detalhados para cada área. Considere também o objetivo do organograma: ele será usado para integração de novos colaboradores, para planejamento estratégico ou para comunicação interna? Essa definição influencia o nível de detalhe necessário.
Com o escopo definido, colete os dados necessários. Isso inclui nomes, cargos, relações de subordinação e, se aplicável, informações de contato. Trabalhe junto ao departamento de recursos humanos ou aos líderes de cada área para garantir que os dados estejam atualizados e completos.
Um erro comum é basear o organograma em informações desatualizadas. Para evitar isso, valide os dados diretamente com cada gestor de projeto ou gerente de departamento. Documente também as relações informais de colaboração, especialmente em estruturas de organização matricial, onde uma mesma pessoa pode responder a mais de uma liderança.
Escolha a ferramenta mais adequada para criar o organograma. As opções variam de soluções simples, como planilhas e apresentações de slides, até ferramentas de gestão de trabalho mais robustas, como a Asana, que permitem manter o organograma integrado aos fluxos de trabalho da equipe.
Para equipes menores, um diagrama estático pode ser suficiente. Já para organizações em crescimento, vale investir em uma ferramenta dinâmica que facilite atualizações e permita vincular o organograma a projetos e tarefas reais. Também é possível baixar PDFs editáveis gratuitos como ponto de partida e personalizá-los de acordo com as necessidades da equipe.
Um organograma só é útil quando reflete a realidade atual da organização. Defina uma frequência de revisão, seja trimestral, semestral ou sempre que houver mudanças significativas na equipe, como novas contratações, promoções ou reestruturações.
Designe uma pessoa responsável por manter o organograma atualizado. Essa pessoa deve ter acesso às informações de recursos humanos e deve comunicar as alterações a toda a equipe. Um plano de gestão de recursos pode complementar esse processo. Na Asana, é possível criar tarefas recorrentes para lembrar a equipe de revisar e atualizar o organograma regularmente, garantindo que ele permaneça uma fonte confiável de informação.
Se a ideia de criar um organograma do zero parece trabalhosa, os modelos prontos podem acelerar significativamente o processo. Existem diferentes tipos de modelo, cada um adequado a uma situação específica.
O modelo de empresa é ideal para representar a organização como um todo, com todos os departamentos e níveis hierárquicos. Ele é útil para comunicação institucional, integração de novos colaboradores e planejamento estratégico. Já o modelo de equipe é mais focado, representando a estrutura de um departamento ou grupo de trabalho específico, e funciona bem para dinâmicas da equipe e gestão de projetos internos.
Ao escolher um modelo, considere o tamanho da organização, o nível de detalhe necessário e como as pessoas vão interagir com o diagrama. Baixe os modelos abaixo e personalize-os de acordo com a realidade da empresa.
Baixar modelo de empresaBaixar modelo de equipeExistem cinco tipos principais de organograma, cada um projetado para representar diferentes estruturas organizacionais. A escolha do tipo ideal depende do tamanho da empresa, do estilo de gestão e da forma como as equipes colaboram entre si. Veja um resumo comparativo:
Tipo | Estrutura | Ideal para |
Hierárquico | Vertical, de cima para baixo | Empresas com cadeia de comando definida |
Matricial | Linhas duplas de subordinação | Organizações com equipes multifuncionais |
Horizontal | Poucos níveis de gestão | Startups e equipes pequenas |
Divisional | Unidades independentes | Grandes corporações com múltiplos segmentos |
Circular | Anéis concêntricos a partir do centro | Organizações com cultura participativa |
Este é o tipo mais comum e tradicional. A estrutura é organizada de cima para baixo, com a liderança executiva no topo e os demais níveis abaixo, em ordem decrescente de autoridade. Cada pessoa se reporta a apenas uma liderança direta, e as linhas de subordinação são claras e bem definidas.
O organograma hierárquico funciona bem para empresas com cadeias de comando bem estabelecidas e processos de tomada de decisão centralizados. É o formato mais intuitivo para a maioria das pessoas.
No formato matricial, as pessoas podem ter mais de uma linha de subordinação. Por exemplo, uma pessoa de design pode se reportar tanto ao gerente de design quanto ao gerente do projeto em que está alocada. Esse tipo de organograma reflete a realidade de organizações que trabalham com equipes multifuncionais.
Embora mais complexo, o organograma matricial oferece uma visão mais precisa das relações de trabalho em empresas que valorizam a colaboração entre departamentos. É comum em consultorias, agências e empresas de tecnologia.
Também conhecido como organograma plano, este tipo apresenta poucos ou nenhum nível de gestão intermediária entre a liderança e o restante da equipe. A estrutura enfatiza a autonomia e a tomada de decisão distribuída.
Empresas menores e startups costumam adotar esse formato por natureza, já que ainda não possuem muitas camadas de gestão. O organograma horizontal promove a agilidade, mas pode se tornar difícil de manter à medida que a organização cresce.
Neste tipo, a organização é dividida em unidades independentes, cada uma com a própria estrutura interna. As divisões podem ser organizadas por produto, por região geográfica ou por mercado atendido.
Grandes corporações que operam em múltiplos segmentos ou regiões se beneficiam desse modelo. Cada divisão funciona quase como uma empresa independente, com equipes próprias de marketing, operações e finanças. Isso facilita a especialização, mas pode gerar duplicação de esforços.
O organograma circular é uma alternativa visual ao modelo hierárquico tradicional. Em vez de posicionar a liderança no topo, ela ocupa o centro do diagrama, e os demais níveis se expandem em anéis concêntricos ao redor.
Esse formato transmite a ideia de que a informação e as decisões fluem do centro para as extremidades, enfatizando a colaboração e reduzindo a percepção de rigidez hierárquica. É uma boa opção para organizações que desejam comunicar uma cultura mais participativa e acessível, sem abrir mão da clareza sobre as relações de subordinação.
Leia: Seis dicas para reforçar a cultura organizacional oferecidas por líderes da AsanaO organograma vai além de uma simples representação visual da hierarquia. Quando usado de forma estratégica, ele se torna uma ferramenta poderosa para melhorar a comunicação, facilitar o crescimento organizacional e dar clareza sobre as responsabilidades de cada pessoa. Veja, a seguir, cinco aplicações práticas.
A principal função de um organograma é deixar claro quem se reporta a quem. Essa visibilidade é especialmente importante em organizações grandes ou em crescimento acelerado, onde novos colaboradores precisam entender rapidamente a estrutura da equipe. Com um organograma atualizado, qualquer pessoa pode identificar a liderança direta de um colega, o departamento responsável por uma determinada função ou a quem recorrer para aprovações.
Toda organização passa por mudanças, sejam fusões, expansões ou reestruturações internas. O organograma funciona como uma bússola durante esses períodos de transição. Ele permite visualizar o estado atual da estrutura, planejar novas posições e identificar lacunas de liderança antes que se tornem problemas.
Ao planejar o crescimento da equipe, use o organograma para mapear onde estão as sobrecargas de trabalho e onde há espaço para novas contratações. Isso ajuda a tomar decisões mais estratégicas sobre a alocação de recursos.
Um organograma bem construído dá a cada pessoa uma visão clara do seu papel dentro da organização. Saber onde se está posicionado na estrutura ajuda a entender as oportunidades de crescimento, as possibilidades de movimentação lateral e como o trabalho individual se conecta aos objetivos maiores da empresa.
Para líderes, essa visão é igualmente valiosa. Ela permite identificar dependências entre equipes, visualizar a amplitude de controle de cada gerente e garantir que as responsabilidades estejam distribuídas de forma equilibrada.
Quando as relações de subordinação estão claras, a comunicação flui com mais eficiência. O organograma ajuda a reduzir mal-entendidos sobre quem é responsável por determinadas decisões e a evitar situações em que informações se perdem entre departamentos.
Em equipes que trabalham remotamente ou de forma híbrida, o organograma ganha ainda mais importância. Ele funciona como um ponto de referência para entender a estrutura da organização sem depender exclusivamente de conversas informais.
Além de mostrar a hierarquia, o organograma pode funcionar como um diretório visual, incluindo fotos, informações de contato e descrições de cargo. Isso é particularmente útil durante o processo de integração, quando novos colaboradores precisam identificar rapidamente colegas de outros departamentos e entender a quem recorrer para diferentes necessidades.
Combinado a uma ferramenta de gestão do trabalho como a Asana, o diretório visual pode ser vinculado a projetos e tarefas, facilitando a localização das pessoas certas e agilizando a colaboração entre equipes.
Leia: Estrutura analítica do projeto (EAP): o que é e como usá-laEmbora seja uma ferramenta valiosa, o organograma possui algumas limitações que devem ser consideradas para garantir que ele continue sendo útil ao longo do tempo.
Em organizações dinâmicas, mudanças de pessoal acontecem com frequência. Promoções, demissões, transferências e novas contratações podem tornar o organograma obsoleto em questão de semanas.
Solução: Estabeleça um processo regular de revisão e atribua a responsabilidade de atualização a uma pessoa ou equipe específica. Use uma ferramenta como a Asana para criar lembretes automáticos de revisão e manter o diagrama sempre preciso.
O organograma mostra a estrutura formal de subordinação, mas nem sempre captura as relações informais de colaboração que existem entre as equipes. Projetos interdepartamentais, mentorias informais e colaborações espontâneas ficam invisíveis no diagrama.
Solução: Complemente o organograma com outras ferramentas de visualização, como mapas de projeto ou fluxogramas de colaboração. Na Asana, os Portfólios e os recursos de visualização de dependências podem ajudar a dar visibilidade a essas conexões informais.
Em organizações com estruturas matriciais ou dinâmicas, um organograma tradicional pode não ser suficiente para capturar toda a complexidade das relações de trabalho. Linhas duplas de subordinação, equipes temporárias de projeto e funções compartilhadas são difíceis de representar em um diagrama convencional.
Solução: Considere utilizar diferentes tipos de organograma para diferentes propósitos. Um diagrama hierárquico pode servir para a visão geral da empresa, enquanto um formato matricial ou circular pode ser mais adequado para representar equipes de projeto específicas. Ferramentas digitais, incluindo soluções de planejamento de recursos empresariais, permitem criar múltiplas visualizações da mesma estrutura organizacional.
Um organograma bem elaborado é o primeiro passo para criar uma organização mais transparente, ágil e colaborativa. Ele dá visibilidade às relações de subordinação, ajuda a planejar o crescimento e fortalece a comunicação entre as equipes.
Para garantir que o organograma seja mais do que um documento estático, integre-o ao fluxo de trabalho diário da equipe. Com a Asana, é possível conectar a estrutura organizacional a projetos, tarefas e metas, garantindo que cada pessoa saiba exatamente onde se encaixa e como contribuir para os objetivos da organização.
Aprimore a comunicação da equipe com a Asana